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Após 90 dias de tolerância, Grupo Progresso é retirado do sistema de transporte coletivo de Aracaju

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 7 minutos
  • 2 min de leitura
Foto: @WAfotobus
Foto: @WAfotobus

Na noite da última quarta-feira, 2, a Prefeitura de Aracaju anunciou a saída do Grupo Progresso do sistema de transporte coletivo da capital, substituindo-a, a partir do dia 10 de abril, pela RS Transportes. A decisão, embora tardia, busca sanar os graves problemas que há anos afetam o serviço, marcado por atrasos salariais, frota sucateada e descumprimento de obrigações trabalhistas.


Desde o início de sua gestão, a prefeita Emília Corrêa (PL) deu oportunidades para que a Progresso, do empresário Adierson Monteiro, melhorasse sua operação. No entanto, as medidas adotadas foram insuficientes. A gestão municipal chegou a anular uma licitação concorrida, permitindo a continuidade da empresa no sistema, e concedeu dois aumentos de subsídio, dobrando o investimento público no transporte.


Apesar disso, a Progresso manteve uma frota envelhecida — com ônibus ultrapassando o limite de 12 anos —, atrasos salariais frequentes e o histórico de irregularidades trabalhistas. A pressão popular cresceu e, após 90 dias de tolerância, finalmente a Progresso fora excluída do sistema.


Ao ser questionado sobre a exclusão, Adierson Monteiro afirmou estar surpreso: "Temos uma história de honradez e respeito aos cidadãos e aos nossos colaboradores". No entanto, relatos de motoristas e demais colaboradores apontam um cenário diferente, com salários atrasados e más condições de trabalho.


Se hoje o empresário alega que a saída da Progresso ameaça o sustento de 500 funcionários, seu passivo trabalhista sugere que a migração para a RS Transportes — empresa ligada a um dos grupos vencedores da licitação anulada — pode ser uma alternativa mais segura para os trabalhadores.


Com a saída da Progresso a prefeita Emília começa a estancar a sangria em relação ao transporte coletivo, todavia, é fundamental apresentar uma nova licitação ainda neste ano e, também, o estudo para a criação de modelos de operação mais eficientes para os ônibus adquiridos pela prefeitura. A saída da empresa mais problemática do sistema é um bom começo, mas o sistema de transporte de Aracaju ainda exige reformas profundas para atender dignamente usuários e trabalhadores.


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